sábado, 22 de novembro de 2008

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Dizem que o ódio é o caminho mais rápido para o amor e que o contrário também é válido. Assim sendo, fica fácil entender como se ir do ódio para o amor... basta que se comecer a observar melhor o outro, ressaltar suas qualidades e encarar que, como ser humano, ele possuirá defeitos que podem ser relevados desde que estes não se sobreponham as qualidades.
Mas, como entender o contrário?! Como compreender que duas pessoas que se encontram, no meio de tantos bilhões que somos, que planejam suas vidas juntos, que trocam palavras tão doces e apaixonadas, que se casam e esperam os filhos (não necessariamente nesta mesma ordem) enfim... que criam laços, unem suas vidas e geram outras, podem vir a se odiar tanto!
De onde pode surgir tanto ódio, tanta mágoa, tanto rancor? Sinceramente, eu não posso imaginar!! E se alguém tiver alguma teoria, por favor compartilhe...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Filosofando...

Hoje, enquanto esperava a tão falada prova de estatística (que por sinal foi bem tranquila), estava sentada à sombra de uma árvore, com a minha inseparável maçã, e comecei a observar os barulhos ao meu redor... entre tira-dúvidas de última hora, conversas distraídas, aulas sobre colonização, o canto dos pássaros e o vento nas árvores, algo me chamou um pouco mais atenção... o formigueiro que se encontrava próximo a mim!
Não por receio de ser atacada por elas (se bem que ela possuem uma mordida bem dolorosa - rsrsrs), mas me impressionava com a organização, as tarefas tão bem desempenhadas e divididas. Cada uma delas já nasce com seu destino traçado - soldado, operária, rainha... tudo meticulosamente organizado e todas trabalhando com uma única finalidade: trabalhar para o bem de todas! De tal foma que chega a causar inveja, quando comparada a sociedade tão catastrófica que nos encontramos.
Nós, que tantos nos orgulamos de sermos seres dotados de inteligência, não conseguimos nos "organizar", nos entender - e não me refiro aos inúmeros idiomas existentes pelo mundo, falo de muitas vezes não termos a capacidade de reconhecer no outro o algo comum que temos. E com isso, um poema do Vinícios que deveria ser seguido por todos me veio a lembrança...


"Pensem nas crianças mudas telepáticas
Pensem nas meninas cegas, inexatas
Pensem nas mulheres rotas, alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Mas so não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de hiroxima, rosa hereditária
A rosa radioativa estúpida e inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem com sem perfume sem rosa, sem nada"

E se ainda assim, não resolver... mirem-se no exemplo das formigas!

domingo, 9 de novembro de 2008

Fim de semana...

Tarde de domingo, um lindo dia de sol, o silêncio... e eu aqui estudando pra um prova de estatística!!!
O som da sinfonia ainda ecoa em meus ouvidos, mas novos sons também me veem a lembrança nesse momento, como o som das risadas de minhas amigas que, depois de algum tempinho, voltei a ouvir. Amigos... palavra pequena e que dificilmente pode ser dita com firmeza e sinceridade, posso me orgulhar de poder pronuncia-la algumas vezes...
Engraçado como pessoas que aparecem "de repente" em nossas vidas se tormam tão importantes e necessárias, chega até mesmo ser um vício! Quando estamos longe deles é como se nos faltasse algo, uma parte de nós estivesse perdida, sem rumo e um vazio se instala no peito... é a chamada saudade!! Outra palavra pequena porém, de significado forte... tão forte que só mesmo a língua portuguesa pode traduzí-la e num há nada melhor do que receber aquele abraço de saudade, aquele que fala em silêncio, que diz tudo sem pronunciar uma só palavra.

Realmente espero que a vida me permita pronunciar essa palavra (amigo), muitas vezes ainda e que muitos outros abraços venham, para alivar um pouco o vazio que a ausência deixa.

sábado, 8 de novembro de 2008

nas nuvens...

Ontem, realmente, foi uma noite especial... havia algo diferente no ar e acredito que não tenha sido a única a perceber. Praia do Cabo Branco, 20:30hs uma noite sem nuvens no céu, uma brisa que corria suave vinda do oceano e para completar esse cenário só faltava uma boa música, e esta não faltou!
As, aproximadamente, 15 mil pessoas que fizeram das areias da praia um verdadeiro teatro a céu aberto puderam ouvir e se encantar com as mais belas sinfonias executadas pela Orquestra Sinfônica de São Paulo e eu também estava lá extasiada, leve... como se saisse do meu corpo e fosse levada por cada uma das notas que saiam daqueles instrumentos tão perfeitamente afinados, algumas vezes me pegava a observar as pessoas a minha volta, seus encatamentos, os seus lábios, sempre com aquele leve sorriso, como se por um instante não existisse mais nada no mundo, apenas o som da Orquestra...
Crianças, jovens, adultos e idosos, não importava a idade, o sexo, os estilos... estavam todos envoltos por aquela atmosfera que pairava no ar. O concerto durou pouco mais que uma hora e meia (infelizmente) e ao final todos retornaram às suas vidas "normais", mas espero que algo daquele momento tenha permanecido em cada pessoa ali presente, porque em mim, pelo menos, permaneceu... um sentimento de paz e de alegria pela vida, de saber que cada dia pode nos trazer algo de bom, de mágico e de belo para isso basta saber encontrar esse momento no passar das horas.